sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A droga está presente em todas as classes sociais e trabalhistas


Os blogs e sites de ativismo dizem exaustivamente a todos que quiserem saber que a chamada “guerra às drogas” é uma ilusão, falida e que não funciona. Além de trazer mais danos à sociedade do que o próprio uso da substância entorpecente, a repressão estigmatiza  o usuário, fazendo com que o mesmo dificilmente tenha coragem de pedir ajuda para fazer um tratamento.

Pensando amplamente nesta perspectiva, vemos que as drogas estão presentes em nossa humanidade desde a nossa evolução enquanto seres, e nos tempos atuais, chamados de modernidade, não seria diferente. A verdade é que as chamadas drogas estão presentes em várias classes sociais e profissionais, e devemos sim buscar uma outra alternativa a este problema.

A questão é tão complexa, que quem teve a oportunidade de assistir ontem, no SBT, o programa Conexão Repórter , apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, viu a dependência de alguns soldados da corporação policial. Segundo a reportagem, é cada vez maior o número de policiais que se envolvem com maconha, cocaína, crack e o legalizado e permitido álcool.

A questão é trágica, pois no decorrer do programa, mostra-se toda a ineficiência da PM para tratar o problema das drogas dentro da corporação. Digamos, que em tese, para muitos que comandam esta instituição, este assunto é proibido e ignorado. Em todos os relatos, os policiais revelam que seus superiores não foram realmente eficientes para ajudá-los em sua dependência.

O erro parece estar na concepção trabalhada pela PM. Do jeito que preconizam e demonizam as substâncias ilícitas, faz com que um cidadão, mesmo que da polícia, não conheça de fato os efeitos da maconha, cocaína, crack, entre outras.  Tanto é verídico esta informação, que no depoimento de vários PM’s, o fator curiosidade foi preponderante na decisão de experimentar alguma substância ilícita.

A falta de informação verdadeira, sem sensacionalismo, é bem prejudicial neste assunto. Temos que colocar na cabeça, que os usuários não podem ser marginalizados, e que as drogas estão presentes em todas as classes trabalhistas e basta a você, ser pensante escolher se quer discutir e tratar este problema com informação e redução de danos, ou com guerra, derramamento de sangue e exclusão. Chegou a hora de dar fim a este preconceito  e essa luta armada descomunal, que não vem mostrando resultados há 40 anos.

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