quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A proibição não funciona!


A política adotada pelo Brasil em relação às drogas está muito atrasada , já que como adotamos a repressão e quase nunca a prevenção e a redução de danos, não conseguimos de fato combater o abuso das substâncias entorpecentes, principalmente entre os adolescentes.

A propaganda antidrogas do Brasil, no qual o foco é a demonização das mesmas, não surte muito efeito entre os adolescentes e jovens no país. Mais uma prova cabal disso, foi evidenciada no estado do Sergipe. Segundo um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), revelou que os jovens tem contato com as drogas principalmente nas escolas.

Ao responder os questionários aplicados pela Seed, os alunos citaram os banheiros como locais preferidos para o consumo e destacam os cigarros (25%), bebidas alcoólicas (18), maconha (9%), crack (4%) e cocaína (3%) como as drogas mais consumidas.

Um das grandes consequências em reprimir e tratar a droga como um problema policial, é que a substância se torna altamente lucrativa, levando a oferta se tornar cada vez mais crescente para atender a demanda que cresce a cada ano. Fato que pode comprovar o que digo é que no mesmo questionário, mais da metade dos alunos revelaram que há facilidade para se encontrar drogas perto e dentro das escolas.

 Para exemplificar ainda mais, 66% dos entrevistados informaram que há oferta de drogas ilícitas e lícitas nas proximidades das unidades de ensino da rede pública. Na pesquisa, eles citam maconha, crack, cocaína, cola, solventes, bebidas alcoólicas, cigarros e até medicamentos disponíveis no entorno das unidades de ensino.

Em um outro levantamento,  a Pesquisa Nacional do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid) revelou que 16,5% dos estudantes matriculados em escolas públicas das redes municipal e estadual em Aracaju já fizeram uso de drogas psicotrópicas.

Outro fator altamente periculoso para a sociedade é que quando um produto é ilícito, logicamente haverá armas envolvidas como ferramenta de proteção e disputa de pontos de venda, como no caso das drogas. Esta perspectiva também foi evidenciada na pesquisa, mostrando que as armas de fogo estão bem presentes no estado.

O coordenador do Desarma Sergipe, Fábio Costa, afirma que no Estado do Sergipe existam em torno de 58 mil armas de fogo sem qualquer controle.

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