terça-feira, 25 de setembro de 2012

Maconha consegue evitar que o câncer de mama se espalhe, diz pesquisa

maconha e câncer de mama
Um composto encontrado na maconha pode deter a propagação de formas agressivas do câncer, dizem cientistas.

Os pesquisadores descobriram que a substância chamada canabidiol tem a capacidade de “desligar” o gene responsável pela metástase em formas agressivas de câncer de mama. É importante ressaltar que essa substância não produz nenhuma atividade psicoativa,não provocando portanto, os efeitos de quando se fuma a flor da maconha.

A equipe do Califórnia Medical Center reconheceu o potencial da substância há 5 anos depois de detectar que o composto paralisou a proliferação de células cancerígenas em laboratório.

No ano passado, os cientistas publicaram um estudo mostrando que os dados laboratoriais foram confirmados em ratos. Agora eles dizem que estão à beira de publicarem mais resultados sobre estudos em animais, aumentando os dados conhecidos.

O Dr. Sean McAllister é um dos líderes da pesquisa. Em entrevista, ele disse: “Os dados dos ensaios pré-clínicos são fortes e não há evidência de toxicidade”, de acordo com o britânico DailyMail.

O pesquisador, juntamente com seu colega Dr. Pierre Desprez, afirma que estão longe de transformar as descobertas em uma pílula, mas estão desenvolvendo métodos experimentais em humanos.

O pesquisador Desprez já havia identificado anteriormente que uma proteína chamada ID-1 parece desempenhar um papel no espalhamento do câncer de mama. Enquanto isso, McAllister descobriu que o canabidiol tinha potencial anticâncer.

Os dois uniram forças para estudar as formas agressivas do câncer de mama. Quando eles expuseram células de câncer em cultura com canabidiol ficaram chocados ao descobriram que as células pararam imediatamente de crescer, voltando ao seu estado normal e saudável.

Eles descobriram que o composto tinha desligado a superexpressão da proteína ID-1, impedindo-as de viajarem pelos tecidos circundantes. A pesquisa é uma esperança porque outros tipos de câncer como o de pulmão, ovário e cérebro também possuem níveis elevados de ID-1.

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