quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Maconha novamente é alvo de polêmica em exame antidoping


Atualmente nos esportes de elite existe uma discussão para saber se o atleta deveria ou não ser punido quando flagrado por uso de substâncias entorpecentes. Dois pontos importantes são plausíveis nesta discussão: o primeiro, devido a estas substâncias como maconha, cocaína não trazerem nenhum tipo de benefício ao atleta. Segundo, porque se a pessoa é dependente destas substâncias, a punição e o afastamento do esporte é uma forma de agir que não ajuda em nada em termos de recuperação para o atleta.

Esta discussão novamente foi levantada após o ex-campeão mundial dos pesos médios do Conselho Mundial de Boxe (WBC), o mexicano Julio Cesar Chavez Jr. foi pego no exame antidoping nesta quarta-feira. Segundo o site Boxing Scene, a empresa que agencia o boxeador confirmou que o teste realizado após a derrota para o argentino Sergio Martinez, no domingo, em Las Vegas, apontou a presença de maconha no sangue do pugilista. Se comprovado o uso da substância, ele pode perder os US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,1 milhões) que ganhou pelo combate.

“Estamos vendo a situação. Julio Cesar Chavez Jr. terá a oportunidade de se explicar na Comissão Atlética do Estado de Nevada”, afirmou a empresa que premiou o atleta pela vitória.

Essa foi a segunda vez que o mexicano é pego no exame antidoping em Nevada. Em 2009, o diurético Furosemida foi detectado após a vitória sobre o americano Troy Rowland. O resultado da luta foi mudado para "sem decisão", e Chavez Jr. teve que pagar US$ 10 milhões (cerca de R$ 20,02 milhões) de multa e foi suspenso por sete meses.

Chavez Jr. conquistou o cinturão dos médios do WBC em junho de 2011, contra Sebastian Zbik, e o defendeu com sucesso trêz vezes. O mexicano perdeu para Martinez após 12 rounds de combate, em decisão unânime dos árbitros.

Em um caso parecido com o do pugilista, Nick Diaz, lutador de MMA segue suspenso de suas atividades devido ao flagrante de uso de maconha após uma luta pelo UFC. Diaz, chegou até argumentar que se utilizava da maconha para fins medicinais, contudo, sua receita do estado da Califórnia não foi aceito como prova pela comissão julgadora.

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