quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Prendam o FHC, desafia o candidato 'Presidente THC'


A candidatura a vereador pela cidade de Florianópolis do tucano Lucas Oliveira vem causando muita polêmica e chamando muita a atenção em Santa Catarina. Encarnado em seu personagem, o ‘Presidente THC’, o candidato pede a legalização da maconha, assunto que atualmente vem ganhando bastante repercussão na mídia brasileira.

Nesta semana, o promotor Sidney Eloy, em uma atitude que lembra as sombrias épocas da ditadura militar, recorreu a um pedido de liminar, para barrar a candidatura de Lucas Oliveira, que reagiu com indignação ao ridículo episódio.

Segundo ele, o Ministério Público (MP) é "conservador, apresenta resquícios da ditadura militar" e deveria, nesse caso, pedir também a prisão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que recentemente se manifestou favorável à regulamentação da maconha.

"Minha defesa da descriminalização é por todos os motivos: econômicos, políticos, científicos etc. Se o Ministério Público acha que alguém deve ser preso por defender isso, que comece pelo Fernando Henrique", desafiou ele.

"Se a Justiça determinar isso eu vou dar risada, porque já acabaram os meus materiais. Mas vou produzir mais sim e continuar na luta. Se for preciso, irei até a Suprema Corte do País, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade que falar a palavra maconha e defendê-la publicamente nas ruas não configura apologia ao crime nem incentivo ao tráfico de drogas. Eu acho muito estranho o MP tomar uma atitude que vai contra o STF", criticou. "O promotor está colocando coisas de cunho moral, isso é o atraso, resquícios da ditadura", completou.

Uma das principais críticas do Ministério Público é que os cabos eleitorais do Presidente THC usam um megafone para gritar "maconha, maconha, maconha" e distribuem kits com sedas e santinhos "alusivos à cannabis". O promotor Sidney Dalabrida entendeu que "a distribuição, através de adolescentes, acaba por estimular o consumo entre pessoas ainda em pleno desenvolvimento mental e social e que, justamente em razão desta circunstância, gozam de proteção integral do Estado".

Lucas de Oliveira rebateu, garantindo que não distribui sedas. "O que fizemos é um panfleto em forma de seda, vendido dentro de um estojinho de sedas, para trazer finanças à campanha. Se o MP acha um problema que alguém venda seda, eles deviam pedir a proibição em todos os locais que vendem. Eles estão fechando os olhos para a lei nacional e a posição do Supremo sobre isso. No Estado democrático de Direito você pode defender qualquer ideia, até mesmo a proibição do homossexualismo".

O presidente THC ainda teve o slogan questionado pelo MP, pois o termo "Bota um da massa", segundo Dalabrida, atingiria os princípios da moralidade e da dignidade. "O MP deve proteger o eleitor de qualquer artifício capaz de induzí-lo à prática de atos ilícitos, principalmente em face de pessoas ainda sem maturidade intelectual suficiente para compreender os diversos efeitos sobre o organismo que decorrem naturalmente do uso de substâncias entorpecentes", argumentou.

O Ministério Público pediu a notificação ao candidato para que ele se abstenha de continuar a distribuir o material partidário, sob uma pena de R$ 10 mil. O Presidente TCH disse que ainda não foi comunicado da ação.

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