quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A legalização da maconha é sensata e deve ser feita

A legalização da maconha é um tema polêmico e muito discutido atualmente. Grande parte da população é totalmente contra a legalização, mesmo sem saber ao menos os prejuízos que essa proibição causa, ou seja, existe um intenso preconceito antes mesmo do início do debate.

Há quem afirme erroneamente que o usuário de maconha, depois de certo tempo de consumo, tende a usar outros tipos de drogas. Apesar de a maconha ser a droga ilícita mais vendida do Brasil e do mundo, é inegável que os traficantes querem obter mais vendas, por esta razão, oferecem outros tipos de drogas aos usuários de maconha. Justamente por este motivo é interessante tirar do tráfico o monopólio da maconha, dando aos seus usuários uma forma legal de conseguir a substância.

Para que se tenha êxito nesta perspectiva é preciso que  o cultivo caseiro de cannabis para fins recreativos (e até medicinais) fosse legalizado, para que assim, como supracitado, os usuários não precisassem sustentar o mercado negro que inclui os traficantes, que por sua vez, desemboca em uma sustentação de uma parcela da corrupção deste país, que também obtém lucro significativo com o tráfico das chamadas substâncias entorpecentes.

É preciso saber que o consumo de drogas é uma questão antropológica, que faz parte do desenvolvimento e da história de todas as civilizações que vieram antes da nossa. A proibição das drogas, a criminalização do usuário de droga é completamente incabível, e vem de uma ideia relativamente moderna, já que a proibição tem algo em torno de 40 anos.

A proibição da maconha e de outras drogas, faz com que estas virem substâncias altamente lucrativa para os traficantes, que por sua vez, fazem deste comércio a sua principal fonte de renda, expandindo o seu mercado ilícito e paralelamente a isso aumentando o derramamento de sangue, principalmente nas classes econômicas mais baixas, que cada vez mais são suprimidas por esta guerra, que também tem embutida em suas raízes um teor discriminatório. 

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