quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A luta pela legalização da maconha!


Na semana passada, ativistas pró-maconha se defrontaram com uma agência federal em um processo que poderia afrouxar as restrições impostas sobre o uso da maconha.  A audiência, que foi realizada no Tribunal Especial de Apelações , em Washington, foi uma verdadeira queda de braço entre o DEA ( Drug Enforcement Agency) – agência que classificas as drogas- e a Americans for Safe Acess  - uma influente organização que luta para o afrouxamento das leis contra a cannabis, para que se possa fazer pesquisas jurídicas e de uso médico seguro da substância.

Para que o leitor entenda melhor o contexto, vale a pena lembrar que a Maconha começou a ser verdadeiramente caçada pelos EUA após a assinatura do até então presidente Richard Nixon sancionando a lei em que se fez uma lista das substâncias para classificá-las de acordo com sua ofensividade ao cidadão. A Maconha por exemplo, acabou equivocadamente ficando na Lista I, Anexo I, onde se encontram substâncias de alto potencial de abuso e sem valor medicinal aceito pelo governo federal.

O objetivo desta audiência portanto, segundo os ativistas, é mostrar uma perspectiva mais realista sobre a maconha, sobretudo conseguindo uma nova classificação para a maconha. Para muitos que não enxergam a maconha como um problema, lutam para que a cannabis seja reclassificada e passe a figurar no Anexo III, o que permitiria aos usuários um acesso mais fácil e seguro, sem depender do mercado negro.

Os ativistas argumentam que a maconha tem se mostrado menos viciante e prejudicial do que as substâncias do Anexo I e quando administrada sob supervisão médica, seu potencial terapêutico se mostra altamente benéfico, como é o caso do medicamento Marinol, que estranhamente foi aprovado pelos órgãos competentes, os mesmos que proíbem a maconha.

Apesar da luta ainda se arrastar pelos tribunais, a perspectiva é que a maconha ganhe cada vez mais espaço, uma vez que as novas descobertas da medicina tendem a avalizar o poderio terapêutico da maconha, fazendo inclusive uma espécie de mudança de pensamento de muitos, que ás vezes por desinformação não conhecem o que realmente esta planta pode representar economicamente, culturalmente, medicinalmente e recreativamente!

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