terça-feira, 9 de outubro de 2012

Após eleito, Renato Cinco falou sobre assuntos importantes para a sociedade


Terceiro na preferência dos eleitores do partido, com 12.498 votos, o sociólogo Renato Cinco é um dos líderes da Marcha da Maconha, que defende a liberação do consumo no Brasil, afirmou que chegou ao Legislativo com o apoio da sociedade

Comecei a participar do movimento estudantil aos 12 anos. E também integro movimentos sociais que questionam o legado deixado pelo Pan e o que se promete para as Olimpíadas.

Renato prefere não declarar se é usuário de maconha e disse que continuará a frequentar os movimentos em favor da liberação da droga. Mas não será porta-voz.

"O movimento é apartidário. Não pode ser visto como ligado a um partido político",acrescentou.

Ele disse que se preocupa com os efeitos do consumo e a qualidade do tratamento de dependentes. Por isso, vai propor uma CPI para investigar as condições de atendimento a viciados em crack recolhidos compulsoriamente pela prefeitura nas ruas. E defenderá a ampliação dos centros psiquiátricos públicos que atendem viciados em álcool e outras drogas. Hoje, a prefeitura só tem três unidades.

A chegada de Renato Cinco na Câmara dos Vereadores, mostra também o crescimento da preocupação da cidade com assuntos ligados ao abuso de entorpecentes e a forma como ela é tratada no Brasil. 

Principalmente quando se fala no consumo e dos dependentes do crack, o Brasil de longe não conseguiu uma medida eficaz de se combater o consumo, principalmente porque segue uma política errônea de repressão, divulgada e bancada pelos Estados Unidos.

Com o debate atual e acalorado sobre a legalização ou uma possível descriminalização da maconha no país, o assunto repercute também para outras drogas, já que existe a clara possibilidade de que o porte de drogas para o consumo próprio não seja mais visto como um ato criminal, o que passaria o problema para a esfera da saúde.

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