quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Clubes de Cannabis podem ser uma boa solução para a descriminalização da maconha no Brasil


A Federação das Associações Canábicas (FAC) faz campanha para que a maconha para consumo próprio seja legalizada, além de criar um enquadramento legal, para que cooperativas de cannabis possam funcionar sob a regência da lei. Para explicar a eficácia desta perspectiva, a FAC citou a Espanha, país onde se pode ter clubes de cannabis e que vem conseguindo resolver o problema de uma maneira mais humana.

Os clubes de cannabis são associações com fins não lucrativos, que organizam o cultivo de maconha e tem regras e algumas limitações próprias. Para se fazer parte deste tipo de clube, é preciso ser maior de idade, além de vagas disponíveis, já que os clubes de maconha limitam o número de pessoas que fazem parte da associação, justamente para evitar usuários mais problemáticos e claro, para que não haja comércio da substância.

Os associados também não podem passar do consumo mensal estipulado, sendo que nesses locais não se pode vender álcool e nem ter máquinas de jogos. “Há muitos casos de consumidores condenados a penas de prisão por tráfico sem que existam indícios de tráfico”, afirmou o ativista Marco Pereira,  da Marcha da Maconha, que todos os anos junta milhares de pessoas em defesa da legalização da cannabis pelo mundo.
Segundo o presidente da FAC, os clubes sociais são uma alternativa concreta que respeita a legislação internacional, dado que “cada Estado da União Europeia tem soberania para decidir sobre o consumo, pois os tratados internacionais só obrigam a punir o tráfico”.

Sobre o funcionamento destes clubes, Barriuso diz que “são associações legalizadas em que os seus membros decidem em Assembleia a criação da plantação coletiva com base na previsão de consumo dos seus membros”. As quotas pagas pelos associados cobrem os custos com o cultivo e o funcionamento da associação, que paga impostos ao governo.

Fazendo um paralelo com o Brasil, podemos ver na Espanha, uma alternativa ou até mesmo umas ideias que poderiam ser tiradas com os clubes de cannabis, já que desta forma, os usuários são cadastrados; não tem que recorrer ao mercado negro; além de ser uma medida que se mostra bastante eficiente contra o turismo de drogas.

3 comentários:

  1. no Brasil podemos criar essas associações ?? acho que a nossa legislação não permite por favor me esclareça estou curioso para saber do assunto. obrigado desde já.

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  2. Isso é a mais clara política de redução de danos.

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  3. Acho que sim Diogo! Como disse isso é a mais pua política de redução de danos, e acho que é obrigação do país adotar tais praticas.

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