sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Idosos que ajudavam aldeia no Quênia com renda de plantação de maconha foram condenados a 3 anos de prisão


Um casal de idosos do Reino Unido foi preso por plantar maconha em sua fazenda em Lincolnshire. Conforme informações do jornal “The Guardian”, Michael Foster, de 62 anos, e Susan Cooper, de 63, fizeram uma fortuna de centenas de milhares de libras com a produção. Mas, mesmo utilizando grande parte da renda para ajudar uma aldeia do Quênia, eles terminaram na cadeia.
O caso foi descoberto quando um policial estava perseguindo um bandido nas proximidades da residência do casal e sentiu um cheiro “suspeito”. Ao averiguar, encontrou a plantação de maconha na casa dos idosos.

Ao ser levado à corte local, no entanto, descobriram que os aposentados eram pessoas de bom caráter, pois faziam benfeitorias em uma comunidade no Quênia. Segundo o tribunal, Michael e Susan pagaram a cirurgia de um morador da aldeia, compraram computadores para um hospital especializado em olhos e bancavam escola para crianças com o dinheiro arrecadado com a plantação de maconha.

“O casal tem bom caráter. Durante seis anos, eles produziram maconha em quantidades significativas – um hobbie que se transformou em negócio. Mas, as evidências mostram que grande parte do dinheiro foi empregado em caridade e ações do bem”, concluiu um dos advogados que acompanha o polêmico caso.

Quando foi preso, o casal mantinha 159 pés de cannabis e sua conta de luz anual girava em trono de R$ 6500,00 – mas eles alegavam que a fatura aumentou depois de instalarem um forno próprio para produzir cerâmica. Depois de revelados os extratos bancários de Michael e Susan, no valor de R$ 1,32 milhão, não foi possível negar as acusações perante o tribunal, que por sua vez condenou o casal, mas com uma pena branda.

Por serem um "casal respeitável e com boas intenções”, o juiz Sean Morris decretou prisão de apenas três anos. “Eu tenho certeza que estavam fazendo coisas boas pelo Quênia com seu dinheiro de drogas, seja para apaziguar suas consciências, ou só para aparecer”, concluiu a autoridade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário