quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Maconha ganha destaque em Simpósio de Neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais

descriminalização da maconha
A descriminalização da maconha inegavelmente vem ganhando espaço pelo mundo afora. Aqui no Brasil não podia ser diferente. Além do fumo da maconha, a vertente da Cannabis medicinal ganha os olhares dos cientistas, que começam a desmistificar o assunto e a mostrar para todos os grandes poderes terapêuticos que esta planta possui.

Atualmente já se sabe que a maconha pode ser usada para combater a epilepsia,ansiedade, dores crônicas e até o chamado stress pós traumático, como foi debatido no 6º Simpósio Internacional de Neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se encerrou no sábado.

“Não estamos propondo que a maconha em si seja um medicamento. O que estamos investigando é que de que forma poderíamos desenvolver remédios à partir das substâncias que existem na Cannabis Sativa”, afirma o pesquisador e farmacêutico Fabrício Moreira.

Segundo o pesquisador, o que está sendo proposto não é nenhum milagre e sim a investigação e o aprimoramento do lado bom que alguns dos canabinóides produzem no corpo humano.

“Há estudos que comprovam as ações analgésicas, anticonvulsivas e ansiolíticas do Canabidiol, identificado pela sigla CBD, presente na planta. No entanto, temos uma substância produzida pelo cérebro, a anandamida (apelidada pelos cientistas como a maconha do corpo humano), que tem efeitos parecidos com o canabidiol. Nossa proposta então é investigar como podemos potencializar os seus efeitos, já que a anandamida protege o cérebro, explica Moreira.

Embora o THC seja a substância mais presente na maconha e conhecido por dar aos usuários a sensação de euforia, relaxamento e amplitude da consciência, é no canabidiol que os cientistas depositam suas esperanças, uma vez que eles já sabem, que o CBD (Canabidiol) inibe os efeitos do tetrahidrocanabinol (THC).

Com base nisso, os pesquisadores já pensam em uma perspectiva que já está sendo desenvolvida em Israel, país que investe pesado em um programa de maconha medicinal, e que estuda a fabricação de um tipo de maconha em que se neutralize o “barato” causado pelo THC.

Um dos remédios fabricados à partir da Cannabis Sativa, o Sativex produzido por uma empresa inglesa, é usado para tratamento de esclerose múltipla, fazendo com que o CBD seja muito mais que apenas um inibidor dos efeitos alucinógenos do THC.

Nenhum comentário:

Postar um comentário