segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O debate da descriminalização da maconha é crescente no mundo


O debate da legalização da maconha está sendo abundante em todo o mundo. Fica cada vez mais evidente que a guerra às drogas não funcionou e que os gastos exorbitantes não resolve o problema da oferta e da demanda. 

Cada vez que investimos nesta política desastrosa aumenta-se a violência, que é advinda da repressão e dos carteis de drogas que lutam pelos locais de venda das substâncias ilícitas.

No Brasil o debate sobre a liberalização da maconha é também crescente lembrado anualmente principalmente pela “marcha da maconha” que ocorre em muitas grandes cidades do país e também no Mundo, como forma de chamar a atenção que a maconha não deve ser tratada na esfera penal, criminal e muito menos é maligna como falada por conservadores e proibicionistas.

Em alguns lugares a droga é tratada como um problema de saúde e não como um crime. Os portugueses, por exemplo, possuem uma legislação liberal e já contam com verdadeiros shoppings de diferentes entorpecentes. Muitos turistas se impressionam com a variedade e livre acesso aos entorpecentes nas ruas de Lisboa, capital do país, contudo, vale a pena lembrar que nossos colonizadores conseguiram ao mesmo tempo diminuir as mortes, doenças infecciosas por compartilhamento de seringas e agulhas, suicídios e guerra dos traficantes por pontos de venda.

Na América Latina, muitas nações caminham na mesma direção. O Uruguai é considerado um dos países com a legislação mais liberal e o governo está estudando a possibilidade de estatizar a produção e distribuição da maconha.

Especialistas dizem que a liberalização pode contribuir para a redução do crime organizado ao mesmo tempo em que permite a fiscalização e taxação da produção e consumo. Com o dinheiro arrecado com o produto é possível investir em pesquisas e tratamentos para os viciados em entorpecentes mais perigosos, escolas, hospitais entre outros bens coletivos que são tão precários em nosso país.

Com a legalização da maconha, o Brasil estaria abrindo um mercado em grande potencial financeiro. Com esta medida estima-se que o mercado canábico poderia gerar uma receita de 7 bilhões de reais ao ano, contando claro não só com a produção da maconha(flores da cannabis), como também no seu poderio industrial e alimentício.

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