sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Oakland processa o governo federal pelas constantes invasões nos dispensários de maconha


Há algum tempo o governo Barack Obama vem gastando suas forças em reprimir os dispensários de maconha medicinal. Os pacientes, que recorriam a um estabelecimento legal, tributado pelo estado, agora em alguns lugares novamente ficaram à mercê dos traficantes e do comércio ilegal da maconha.

Em uma resposta inédita ao governo federal, a cidade de Oakland, tornou-se a primeira jurisdição a processar o governo justamente pelas sucessivas intervenções e tentativas de fechamento sobre os dispensários de maconha medicinal.

Um dos principais alvos dos federais, o dispensário Harboside, que se localiza em Oakland e San José, no estado da Califórnia é a maior farmácia de maconha medicinal dos EUA, empregando mais de 100 funcionários. A Harboside vive em constante conflito com os federais e atualmente enfrenta um processo para fechar suas portas e portanto suas atividades finalizadas nestas localidades.

O processo movido pela cidade de Oakland tem em seus autos a afirmação de que o governo federal excedeu sua autoridade nas constantes ações contra os dispensários de maconha medicinal, que fazem parte da economia não só dos EUA, como também das localidades onde estes estabelecimentos estão em funcionamento.

Esta atitude da cidade de Oakland mostra que o departamento jurídico não está afim de se abaixar para o governo federal, fazendo com que se prevaleça a autonomia do Estado, que é previsto na legislação dos Estados Unidos. Os constantes ataques aos dispensários de Oakland afetam não só os cidadãos que investem neste mercado, mas como atinge a economia da cidade, já que este ramo é uma verdadeira mina de dinheiro, que em hipótese alguma pode ser deixada nas mãos dos carteis do narcotráfico.

A legalização da maconha não é apenas uma questão medicinal, e sim social, pois o consumo dela na ilegalidade causa muitos transtornos à sociedade, principalmente pelo efeito da repressão armada e da disputa pelo seus pontos de venda. Além disso, a legalização da maconha combate a corrupção e o poderio dos carteis que se matam cada vez mais pelo monopólio das substâncias ilícitas. 

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