sábado, 27 de outubro de 2012

Você sabe o por que da maconha ser proibida?



Você já parou pra pensar o porque da maconha ser proibida? Parece ser uma pergunta fácil de responder, mas não é. Afinal, ainda sim nos dias de hoje, no chamado tempos modernos, as pessoas associam a proibição da maconha ao seus possíveis males, que em muita das situações são passadas de forma indiscriminada e sem o menor conhecimento do que realmente se trata a maconha, que vem passando sistematicamente por um processo de demonização por parte dos conservadores e moralistas.

Vou recorrer a um trecho da revista Super Interessante, para começar a discutir mais a fundo a proibição.
"(...) Tem a ver [a proibição da maconha] com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX. Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento - pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação (...)"

Basicamente, no começo do séc. XX, nos EUA, muitos imigrantes mexicanos fumavam maconha. No Brasil, os escravos recém-libertados também o faziam. Oras, se você não pode proibir que esta gentalha (na visão das elites) ande por aí no meio dos seus filhos brancos e puros, o que fazer? Torne um crime o consumo da maconha, assim você poderá prendê-los e limpar as ruas. Não havia nenhum problema de saúde ou caos social: a proibição tinha apenas um propósito de controle social por parte das elites. Sucessivas pesquisas, encomendadas pelo próprio governo dos EUA, nunca comprovaram nenhum efeito negativo sobre a saúde dos usuários da maconha.

Uma pesquisa realizada pela UFSC teve em seu final a divulgação da seguinte conclusão: “Diferentemente do que o senso comum prega, maconha não é capaz de causar dependência física. Na verdade: "(...) os efeitos psicológicos tendem a predominar sobre os fisiológicos.

“Resumidamente, pode-se dizer que a maconha provoca uma leve euforia, distorções espaço-temporais, alteração do humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos oculares, secura da boca e tontura.” e 

"Estudos têm mostrado que, mesmo em usuários crônicos, a retirada súbita da droga não causa nenhum sintoma agudo, isto é, não se observa nenhuma dependência física da droga."

Mas, por que legalizar? Bem, se a maconha não tem o potencial de causar problemas como o cigarro e o álcool, não faz sentido liberar estes e proibir aquela. Ou proibe-se tudo, ou libera-se tudo, já que dos 3, a maconha é o menos prejudicial. O governo deveria apenas supervisionar toda a cadeia de produção, a fim de garantir a qualidade e o pagamento de impostos. O dinheiro seria revertido para campanhas anti-drogas e para financiar a repressão às drogas verdadeiramente perigosas, como cocaína, crack, heroína, etc. O tráfico perderia parte de sua força, embora isso não seja capaz de reduzir a criminalidade a curto prazo. Enfim, para o bem da humanidade, legalize esta planta!

2 comentários:

  1. Mais uma vez a elite mete o bedelho onde não é chamada, mais o fim é eminente próximo e prospero.

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  2. iluminatis, 85% da população mundial morta?sabiam disso tambem ou é apenas mais uma conspiração de um chapado?

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