sábado, 17 de novembro de 2012

Ativistas do ABC paulista já começam os preparativos para a Marcha da Maconha 2013


A Marcha da Maconha é um movimento mundial que pede a legalização da maconha para fins medicinais, recreativos e industriais. Um grupo de manifestantes do Grande ABC já está organizando mais uma edição da marcha da maconha na região. A intenção é realizar o ato em maio de 2013, mesmo mês em que o evento foi feito neste ano. A cidade escolhida foi, novamente, Diadema, onde o movimento enfrentou repressão por parte da Prefeitura, que se posicionou contrária à passeata e tentou impedir o manifesto. O caso chegou a ser discutido na Justiça. Vale lembrar que o STF julgou como legal a Marcha, por se tratar de uma livre expressão de pensamento.

Já estão agendadas duas reuniões entre os integrantes do grupo, em janeiro, - uma em Diadema e outra em São Caetano - para definir as ações preparatórias para a realização do ato. "A intenção é não mudar nada do que foi feito na primeira marcha, que foi tranquila. Vamos comunicar todos os orgãos públicos com antecedência, assim como fizemos neste ano", disse Raphael Morales, um dos organizadores.

A realização do ato em Diadema gerou muita polêmica. Em fevereiro, a diretoria de eventos da Prefeitura assinou documento que atendia a solicitação do grupo em utilizar a Praça da Moça como palco da mobilização. No entanto, após pedido da Polícia Militar, em março, a administração municipal comunicou os organizadores que não iria autorizar o uso de solo do município. O caso foi parar na Justiça e o juiz André Mattos Soares cassou a proibição dada pelo Executivo à realização do evento.

O prefeito eleito de Diadema, Lauro Michels (PV), que assume o Paço em janeiro, foi procurado pela equipe do Diário para comentar a realização da marcha da maconha na cidade, mas a assessoria dele disse que o futuro chefe do Executivo só irá se pronunciar sobre temas administrativos do município na próxima semana.

Os organizadores afirmaram que o ato será realizado mesmo sem o consentimento do futuro prefeito, já que, em junho do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) garantiu o direito de cidadãos realizarem manifestações pela descriminalização e legalização de drogas em todo Brasil. "Ele pode até ser contra, mas temos a lei ao nosso lado", disse Morales.

O coronel José Belantoni Filho, comandante interino da Polícia Militar na região, disse que a corporação ainda não foi comunicada. "Se a Justiça ordenar, faremos planejamento para garantir a segurança de todos no evento."

Nenhum comentário:

Postar um comentário