quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Maconha: polêmica, mas eficaz!


A maconha também conhecida como Cannabis Sativa, marijuana ou cânhamo, é uma planta que há muito tempo é utilizada sob forma de medicamento na China, por volta de 7000 a.C. Na Índia, era utilizada para curar prisão de ventre, malária e dores menstruais. Em Roma e na Grécia, era utilizada na fabricação de tecidos e papéis. O cultivo cannabis sativa foi se expandindo pelo Oriente Médio, Europa e outras regiões da Ásia.

A maconha foi levada para a África e para a América pelos europeus. Na América do Sul, as primeiras plantações da Cannabis sativa foram feitas no Chile. No Brasil, chegou através dos escravos oriundos da África, sendo que este fator é preponderante à proibição da maconha em terras brasileiras.

Mesmo com vários mitos de demonização que perpetuam até hoje sobre a maconha, vemos que quando debatemos drogas ilícitas é de suma importância que analisemos também o grau de nocividade da substância ao organismo do usuário. Interessante notar e frisar que que na lista das drogas mais nocivas à saúde, publicada pela revista medica Lancet, a maconha aparece em 11º lugar, atrás do álcool e do cigarro, que são vendidos legalmente.

Atualmente existe um grande crescimento no que diz respeito à legalização da maconha, seguindo vários países europeus que já adotam leis mais brandas para a maconha. Países como Portugal, Espanha, Holanda, Suiça, conseguiram reduzir drasticamente crimes ligados às substâncias entorpecentes, além de ter chegado a um diminuição na taxa de overdoses,suicídios e consumidores de drogas mais pesadas.

Para se ter uma ideia, a capital da Holanda, Amsterdã, contava com 10.000 viciados em heroína em 1980, número que caiu para a metade com a liberdade para consumir maconha. Com mais de 1.500 bares vendendo livremente a erva há 25 anos, a Holanda tem números surpreendentes: apenas 5% da população fumam maconha, contra 9% nos Estados Unidos, onde há leis mais rigorosas e é o principal repressor da maconha.

Diante da veracidade do fracasso da repressão, é preciso que adotemos leis mais brandas para a utilização da maconha, sendo que paralelamente a isso temos que buscar uma nova perspectiva para enxergar o problema como saúde pública, para que eficazmente consigamos desmantelar a base financeira do tráfico e consequentemente tirarmos os usuários do ciclo da criminalidade. É preciso legalizar, para que tal processo seja menos traumático para a sociedade, que acaba tendo seus cidadãos envolvidos em uma guerra, sem necessariamente serem consumidores de maconha ou de qualquer outra substância considerada ilícita.

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