sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Países pedem a mudança das leis de entorpecentes na ONU


Os chefes de Estado da América Latina, Espanha e Portugal concordaram a realização de uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU sobre o problema mundial da droga, pricipalmente a maconha.

A cúpula pede que a sessão especial centrada no problema das drogas seja convocada pelas Nações Unidas 'o mais tardar em 2015', com o objetivo de 'avaliar as conquistas e as limitações das políticas atuais para enfrentar o dito problema, em particular a violência que gera a produção, o tráfico e o consumo de drogas em todo o mundo'.

Também pedem que sejam identificadas as ações que permitam aumentar a eficácia dessas estratégias e os instrumentos com que a comunidade internacional conta para enfrentar esse desafio.

A Declaração de Cádiz respalda, além disso, analisar as consequências política, econômicas e sociais das medidas que foram adotadas ou estão sendo discutidas em alguns países para legalizar o consumo de certas drogas, 'o que representa uma mudança significativa a respeito das convenções internacionais vigentes', assinala o documento.

A Declaração reconhece, além disso, que a violência provocada por grupos organizados transnacionalmente, especialmente o problema mundial das drogas, o tráfico de imigrantes e de armas e a lavagem de dinheiro, 'representa uma grave ameaça para o bem-estar e a segurança dos cidadãos, assim como para o crescimento, o desenvolvimento econômico e, em alguns contextos, a estabilidade democrática e o Estado de Direito'.

O presidente do México Felipe Calderón - que está no fim do mandato- , se despediu de seus colegas ibero-americanos com o pedido de uma reflexão sobre os efeitos da descriminalização em alguns estados dos EUA da maconha e a necessidade de combater o crime organizado que sustenta o narcotráfico.

Em seu discurso perante o plenário da XXII Cúpula Ibero-Americana, Calderón criticou a decisão de alguns estados dos EUA de legalizar a produção e o consumo de maconha e lembrou que nos países latino-americanos, a droga alimenta a violência e o crime organizado capaz de derrubar governos.

'Desde os Andes aos EUA, todos os países estamos nesta rota da morte', disse, ao se referir a organizações criminosas que traficam droga, armas e imigrantes. 

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