sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Procurador põe em dúvida tributação da maconha legalizada no Colorado

John Suthers

O procurador-geral do Colorado, John Suthers, disse que o Estado não poderá cobrar até 15 por cento de imposto sobre a venda de maconha legalizada se não obtiver uma aprovação adicional do eleitorado, colocando em dúvida a rapidez com que será implementada a legalização da maconha para uso recreativo.

O procurador, que é republicano, havia dito que implementaria a medida, embora pessoalmente se oponha a ela. Mas ele agora apontou um conflito entre os termos da nova lei e a Carta de Direitos do Contribuinte do Colorado.

O Colorado e o Estado de Washington se tornaram os primeiros dos EUA a aprovar o uso recreativo da maconha por adultos, o que coloca ambos os Estados numa possível rota de colisão com o governo federal, que continua considerando a maconha uma droga ilícita e perigosa. Também na terça-feira, o eleitorado do 
Oregon rejeitou uma medida semelhante.

Suthers criticou a campanha da legalização por dizer ao eleitorado que o Estado taxaria o produto e com isso arrecadaria até 40 milhões de dólares para investir em educação.

"Na verdade, a Emenda 64 não cumpria a linguagem exigida sob a Carta de Direitos dos Contribuintes, e tal lei não será imposta", disse Suthers em comunicado, citando uma lei de 1992 que proíbe os funcionários públicos estaduais de elevarem impostos sem uma votação popular.

Ele disse que o legislativo estadual precisaria aprovar a implantação de um imposto de até 15 por cento sobre a venda de maconha, e levar isso a referendo.

O texto aprovado na votação de terça-feira com 54 por cento dos votos dizia que o legislativo iria impor um imposto especial de até 15 por cento sobre a venda da droga, sem menção a submeter isso a um novo referendo.

Tanto no Colorado quanto em Washington, indivíduos maiores de 21 anos serão autorizados a comprar maconha em lojas especiais e a manter uma onça (28 gramas) do produto.

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