quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Um equívoco chamado proibição


Existe um grande equívoco quando tratamos da legalização da maconha que é pensar apenas no ato de fumar maconha, negligenciando todas as outras vertentes da planta, como por exemplo a exploração de suas fibras, que servem de matéria-prima para substituir vários derivados do petróleo, além da previsão de um mercado que gira em torno de 7 bilhões ao ano e que não é aproveitado em sua excelência justamente pela ignorante e equivocada proibição da Cannabis Sativa.

A proibição da maconha ainda é muito mais prejudicial para a sociedade, que está no meio de um fogo cruzado entre autoridades e narcotraficantes,participando portando passivamente de uma guerra sangrenta, que não consegue frear a oferta e a demanda das substâncias entorpecentes e no caso específico da maconha ainda acaba bloqueando o desenvolvimento terapêutico e industrial da erva.

Estima-se, por exemplo, que no México, onde existe uma intensa guerra entre os narcotraficantes e policiais, já tenham  morrido cerca de 5.200 pessoas, desde que o governo do país resolveu degladiar com os traficantes e a tendência, seguindo esta política, é que tenhamos mais vítimas ao longo deste período.

Nem mesmo nos Estados Unidos, propulsor deste conceito de repressão, parece estar mais conseguindo sustentar este modelo errôneo e fracassado. O jornal americano New York Times mostra que o combate às drogas nos Estados Unidos não tem apresentado bons resultados. De acordo com a reportagem, apesar dos dados oficiais favoráveis à repressão, principalmente à droga que entra pelo México, a cocaína pode ser comprada nos Estados Unidos por um preço 74% menor que há 30 anos.

A polêmica sobre a estratégia mundial de combate às drogas já fez com que sete ex-presidentes da república, entre eles Fernando Henrique Cardoso, relacionem essa guerra ao tráfico com o aumento de casos de Aids no mundo.

Enquanto isso, países como Espanha e Uruguai estudam ou já adotam medidas para legalizar o cultivo de drogas e mudar radicalmente a política de combate ao consumo, apontando para uma perspectiva mais humana e séria, que se chama redução de danos.

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