terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Você conhece o Sativex?


Quando falamos em maconha medicinal temos que entender as varias vertentes da Cannabis. Por exemplo, você conhece o Sativex? O Sativex, é  spray oral que poderia ser confundido com um batom por seu tamanho, foi produzido pelo laboratório britânico GW Pharma a partir dos princípios ativos tetrahidrocanabinol e canabidiol, retirados diretamente da maconha.

Liberado para venda pela primeira vez em 2005, no Canadá, o Sativex ganhou autorização para ser comercializado na Europa e recentemente na América do Norte, o que reacendeu as discussões sobre o uso medicinal da maconha no país. Através da ativação dos receptores do cérebro, o medicamento é usado principalmente para tratar os espasmos musculares causados pela degeneração dos nervos na esclerose múltipla. Segundo a empresa, 50% das pessoas que sofrem com os espasmos apresentaram reações positivas ao remédio.

Etudos comprovam que a Cannabis Sativa reduz os efeitos colaterais da quimioterapia, estimula o apetite em pacientes com Aids, pode ser usada no tratamento do glaucoma e no alívio de dor.

Os canabinoides agem sobre o organismo através de interações com receptores em células de diversos órgãos e tecidos, incluindo o sistema nervoso, servindo como moduladores de hormônios e funções ativadoras e/ou inibidoras de determinadas respostas do organismo a estímulos do ambiente (ambiente neste caso sendo o meio interno ao organismo, meio que está em contato direto com as células e tecidos). Os canabinoides produzidos pelo nosso corpo, assim como os produzidos pela maconha possuem, portanto uma importante função de regulação e equilíbrio de diversas funções no organismo.

De acordo a legislação brasileira, medicamentos que contenham em sua composição extratos da maconha são proibidos e as pesquisas sobre a planta e suas reações no cérebro são dificultadas, devido ao fato dos princípios ativos da Cannabis sativa serem compostos ilícitos. Apesar da comercialização do Sativex ainda não ser autorizada pela Anvisa, uma decisão judicial pode autorizar o uso da planta em casos específicos.

Contudo, mesmo assim, nossa legislação ainda é muito atrasada e devido a esse conservadorismo e esta falta de informação dos comprovados poderes terapêuticos da maconha, vários pacientes ainda não podem se utilizar destes medicamentos derivados da Cannabis Sativa.

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