sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Cannabis está no mundo para ajudar


Os efeitos medicinais da maconha beneficiam pacientes de câncer, Aids, glaucoma e esclerose múltipla. Mas os médicos do mundo inteiro se vêem num dilema crucial. Como receitar um remédio que é proibido? Apesar de vários lugares terem já investidos em programas de maconha medicinal, ainda existe além do proibicionismo um grande preconceito, que gera uma cadeia de desinformação, não levando os fatos e os questionamentos necessários para esta vertente que vem crescendo a cada ano.

Atualmente existe no mercado remédios sintetizam o THC, principio ativo da cannabis. Porém, remédios como o Marinol e Sativex esbarraram na ineficiência da legislação, como é o caso do Brasil, que não permite que seja comercializado qualquer medicamento que tenha em sua fórmula algum composto que seja proibido pela a Anvisa, como é o caso do THC.

Mesmo com todos os obstáculos, esta década trouxe muitas novidades sobre a canabis. A mais sensacional foi a descoberta dos locais em que ela age, no cérebro. Isso é importante porque a planta contém cerca de sessenta substâncias, chamadas coletivamente de canabinoides. Elas são as responsáveis pelos efeitos da planta no corpo mas não se sabia exatamente como cada uma delas atua no organismo.

Ao longo do tempo, a cannabis vem ganhando espaço uma fatia dos negócios dos mercados convencionais. Plantada em fazendas especiais, autorizadas pelo governo de alguns países, ela se transformou em uma fonte surpreendente de matérias-primas, com as quais se produzem desde cosméticos até papel, roupas e alimentos.

Com muito mais motivo, os europeus passaram para os tecidos, cuja afinidade com o cânhamo vem de muitos séculos. No Egito dos faraós, ele era usado em cordas e velas de embarcações. No mundo moderno, ele está virando os hemp jeans (em inglês, hemp significa cânhamo). A fibra está sendo aproveitada ainda em pranchas de esquiar na neve, as snowboards. Na Suíça, a idéia foi transformar as folhas em xampus e cremes faciais. Tanto na Europa como nos Estados Unidos, se utilizam as sementes para obter prateleiras inteiras de supermercado: detergentes, fertilizantes, diversos óleos, molhos comestíveis e queijo vegetal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário