quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ministra da Colômbia apoia a descriminalização das drogas sintéticas no país


As guerras às drogas já se mostraram fracassadas. Apesar de ser muito defendida por conservadores, este tipo de estratégia não consegue deter e controlar a demanda e a oferta, fazendo com que crie uma valorização extrema do valor da droga além de instaurar um grande derramamento de sangue, já que a cada dia a “Guerra às drogas” se torna mais violenta. Em contrapartida a esta perspectiva, a justiça colombiana, através da ministra Ruth Stella Correa, disse que o país estuda um projeto de lei para descriminalizar o uso pessoal das drogas sintéticas, como o ecstasy, por exemplo.

A proposta é substituir a lei atual, que proíbem também as substâncias como maconha e cocaína, no entanto, as pessoas não são processadas por portar pequenas quantidades de cocaína e maconha. A tentativa de mudança da legislação colombiana vem de encontro com uma tentativa mais eficiente de combate ao tráfico de drogas, além do controle da violência causado pelos carteis do narcotráfico, que tem sua base financeira na proibição das drogas, já que com a proibição, as substâncias entorpecentes ganham um alto valor e se torna extremamente lucrativa.

Apesar dos críticos e mais céticos terem apontado que com a inclusão das drogas sintéticas o debate só tende a piora, a Ministra Ruth Stella, afirmou que "O novo estatuto a ser apresentada ao Congresso pretende descaracterizar o novo estatuto, mas ampliá-lo para incluir drogas sintéticas, quando portadas pequenas quantidades para uso pessoal.

O partido Verde da Colômbia já se manifestou a favor do novo projeto que ainda se encontra em fase de discussão. O novo anuncio, levanta novamente o debate sobre a descriminalização das drogas no país, que até agora sempre adotou medidas repressivas para o problema. Contudo, aos poucos, a Colômbia vem apontando para uma nova perspectiva, que inclui a redução de danos.

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