sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Novo estudo questiona tese em que Maconha causa perda de QI


Uma pesquisa que foi realizada na Nova Zelândia afirmou e causou um grande estardalhaço, servido de arma para os conservadores, que a maconha no cérebro de adolescentes poderiam resultar em uma perda de QI. Na ocasião, foram perguntados a respeito de sua periodicidade do uso da maconha em pessoas de 13 a 38 anos e ao final do estudo foi sugerido que as pessoas que se utilizavam de Cannabis tinham uma perda de QI.

Contudo, um novo estudo rebate estas conclusões da pesquisa anterior. Segundo as informações publicadas pela revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, na Noruega. Em Oslo, Rogeberg Ole Ragnar Frisch, do Centro de Pesquisa Econômica, diz que a tendência da diminuição de QI poderia ter surgido a partir de diferenças entre os participantes do estudo em fatores socioeconômicos como renda, educação e ocupação.

Baseando-se em resultados de pesquisas anteriores, Frisch traçou os potenciais efeitos desses fatores socioeconômicos sobre o QI. Ele encontrou resultados bem parecidos sobre outros cientistas que estudavam o mesmo tema que envolvia fumantes de maconha.

Os novos levantamentos feitos por Frisch causaram um verdadeiro estardalhaço em várias vertentes da ciência. Como tudo que se fala em maconha vira notícia e muita polêmica, Dr Duncan Clarck, da Universidade de Pittsburgh resolveu também dar seu pitaco sobre o assunto, afirmando que os levantamentos feito na Noruega aponta dados interessantes que poderiam ser considerados em um novo estudo, porém não anula as conclusões do estudo original que sugere que a maconha na adolescência faz com que seus usuários tenham perda de QI.

Por outro lado, Nora Volkow, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, afirmou que os estudos observacionais como este feito na Nova Zelândia em hipótese alguma podem concluir que o uso de maconha causa danos irreversíveis ao cérebro. Contudo, ela alerta que também não pode considerar e levar ao pé da letra todos os levantamentos e questionamentos feitos por Frisch, defendendo a tese de que é preciso um estudo mais amplo e muito mais minucioso, para que se possa definir estas questões sobre o uso da maconha na adolescência.

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