quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O processo de cura é um dos determinantes na qualidade de uma boa Maconha


Cultivar maconha para o próprio consumo é uma arte. Ao longo dos anos, você vai aprendendo as variações da planta e aos poucos vai pegando o jeito para se produzir um fumo de qualidade. Contudo, não adianta pensarmos em fumo de qualidade, quando negligenciamos uma das fases mais importantes do processo, que é a cura das flores da Cannabis, a famosa maconha.

Após muitos meses de trabalho emprenhado no grow e no cultivo, a ansiedade pode ser um fator que pode levar a alguns equívocos. Realmente não é fácil ver suas plantas grandes, bonitas, saudáveis e com belos camarões resinados e não poder fumar, porém a cura é de suma importância, já que a qualidade do fumo depende de uma boa cura.

No período de corte da planta, ou seja, no final de sua floração, existe uma grande produção de resina sendo que portanto encontramos em abundância neste período são o ácido tetrahidrocannabinóico (THCA); seguido pelo Tetrahidrocanabinol (THC); Canabidiol (CBD)e o  Canabinol (CBN). Levando em consideração que o THCA não é tem grandes efeitos psicotrópicos, o THC é o componente responsável pela “onda”; o CBD pela onda euforizante e o CBN pelas propriedades sedantes da maconha, eis que começamos a entender o porque da secagem e depois a cura para se ter um fumo de qualidade.

A secagem é o processo em que tiramos a água dos buds, num processo simples de desidratação que vai tornar aquela substância fumável e também a transformação do THCA em THC. Para isso, basta deixar os buds em contato com oxigênio do ambiente onde se vai fazer a secagem. Nesta reação química que acontece na secagem, parte do THC se transforma em CBN deixando o fumo neste momento mais eufórico e sedativo.

Após o processo de secagem, vemos que o próximo passo é a cura. Esta parte, não menos importante que as outras, é o momento em que queremos que a clorofila se decomponha, uma vez que é ela que deixa aquele péssimo gosto “verde” na boca quando a maconha é mal curada. Quando a clorofila é decomposta o fumo ganha seu gosto característico, ficando com o aroma da strain escolhida.

Para que este processo da clorofila se decompor esteja completado é preciso que se espere em torno de 60 dias, sendo que o aroma característico da strain se dá em torno de 90 dias, após  a transformação de óleos essenciais que vão acabar por “saborizar” o fumo.  Paralelamente a esse a este processo, parte do THC vem a oxidar, fazendo com que se transforme em CBN. Desta forma, a maconha acaba por ganhar sabor, mas fica um pouco menos eufórica. Portanto, a boa colheita deve-se levar em consideração o paladar, condições de plantação e a strain escolhida, sendo que aos poucos, o grower acaba por descobrir o ponto ideal de cura, aquele que agrada melhor ao seu paladar e ao seu organismo.

2 comentários:

  1. pelo que eu saiba o cbn e cbd não tem propriedades eufóricas O.o tem informação errada aí...

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  2. SImplismente fantástico esse artigo !!

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