quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma abordagem histórica da maconha


O uso de substâncias psicoativas remonta há milhares de anos, sendo algo presente na história da humanidade. O consumo de drogas insere-se no contexto mundial pelas proporções acarretadas, no que se refere aos problemas sociais, econômicos e culturais. A maconha, droga que se caracteriza por seu cultivo milenar, é utilizada nos diversos lugares e épocas, com aplicações na medicina, indústria (confecçáo de papel, cordas e velas para navios), e até em rituais religiosos.

Na Índia em 1000 a.c., a maconha, cuja denominação era Changha, era usado de forma terapêutica, sendo indicado para constipação intestinal, falta de concentração, malária até para doenças ginecológicas. Não obstante, no território indiano, o uso religioso da cannabis antecedeu ao terapêutico, com o intuito de “libertar a mente das coisas mundanas e concentrá-la no Ente Supremo”.

Vinda da Índia, a Maconha ganhou muita aceitação no Oriente Médio, já que o consumo de álcool era proibido pela religião muçulmana, os povos passaram a fazer uso da maconha, tendo em vista a sua capacidade de produzir estado de euforia sem que levasse ao pecado mortal.

Após isso, durante as invasões árabes dos séculos IX a XII, introduziu-se a Cannabis no norte da África, atingindo desde o Egito até o leste da Tunísia, Argélia e o oeste de Marrocos. Porém, é válido destacar o amplo consumo que deu-se no Egito durante auge do desenvolvimento cultural, social e econômico. Inicialmente essa droga era consumida pelas classes privilegiadas, como forma de auto-indulgência.

No que tange a chegada da maconha ao Brasil, não há um consenso entre os historiadores. Alguns argumentam o fato desta ter sido introduzida no Brasil pelos escravos. Inclusive defende-se que foi em 1549, período concomitante ao alvará concedido por D. João III que autorizava a importação de escravos para trabalhar nos engenhos de açúcar, dando direito a cada senhor ter até 1200 escravos.

Pelo que observa-se, a maconha sempre foi bem aceita e com uma convivência pacífica nos países que a utilizavam. Na modernidade, principalmente no Brasil, devido ao não conhecimento no que tange as substâncias psicotrópicas, o país  adotou um modelo de política de repressão exportado dos E.U.A. no combate sobretudo da maconha e cocaína. Posto isto, os dados da época demonstravam que não havia correlação com os números de usuários estadunidenses, gerando com isso uma exposição exagerada na mídia nacional, contribuindo assim na curiosidade em conhecer as substâncias ilícita, tornando o assunto um dos maiores tabus da modernidade.

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