quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Governo uruguaio recomenda inalar ou comer maconha ao invés de fumá-la


O Uruguai é o país da América do Sul que mais parece se preocupar com a questão da descriminalização da maconha. Mesmo durante esta longa discussão, que se arrasta por meses, agora, o pequeno país vizinho do Brasil se preocupa em uma campanha eficaz para mostrar os verdadeiros riscos da utilização da maconha. Um dos detalhes é a advertência de que fumar maconha causa o mesmo mal aos pulmões quanto fumar tabaco. De acordo com o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas, Julio Calzada, o consumo oral ou inalado seria uma alternativa para evitar tais problemas.

“Este é um trabalho que todo o governo deve fazer, dar aos cidadãos a percepção adequada dos riscos que apresenta o uso de determinadas substâncias. Trabalhamos para um uso responsável do álcool, por exemplo, para minimizar os danos que ele causa; e com a maconha será mesma coisa”, disse Calzada, citado pela agência de notícias EFE.

De acordo com o secretário, o Estado “não recomenda que se consumam substâncias que causem danos à saúde, mas informa sobre os métodos menos prejudiciais”, complementou.

Desde o ano passado o Uruguai debate o projeto do Executivo para a legalização da Maconha. O país sul-americano quer adotar um modelo em que o o Estado seria o único responsável pela produção e venda. O objetivo maior é acabar com o narcotráfico. Após realizar pesquisas com a população e perceber o nível de rejeição à proposta, o presidente José Mujica pediu uma pausa no trâmite da matéria no Congresso.

A campanha de saúde que será praticada pelo governo é entendida também como forma de convencimento da população e redução da rejeição pública ao projeto.

A autoridade máxima de justiça do país, o presidente da Suprema Corte de Justiça (SCJ), Jorge Ruibal, já tinha manifestado apoio ao plano de Mujica. Para ele, o Estado deveria dar maconha grátis aos viciados e ter como moeda de troca que eles se inscrevam em programas de saúde para serem tratados e consequentemente desta forma não precisarem se infiltrar no mercado negro para conseguirem a maconha.

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