quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marcha da Maconha do ABC paulista será realizada em São Caetano


As marchas da maconha de todo o país já estão se ajeitando para mais um ano promissor no debate que visa a legalização da maconha. No grande ABC Paulista, a passeata vai acontecer em São Caetano, um dia após a Marcha da Maconha de São  Paulo.

O plano do grupo é realizar caminhada no Centro, passando pela Avenida Góias, ruas Amazonas e Santa Catarina. A intenção é fazer a passeata portando faixas, bandeiras, cartazes e megafone para chamar a atenção dos moradores. "São Caetano é uma cidade reacionária, com muitas pessoas contra a descriminalização. Também é uma cidade pequena, com a região central menor, de ruas estreitas. Uma manifestação pararia o trânsito. Seria um tapa na cara dos proibicionistas que nunca esperaram uma marcha no município", disse Ícaro Rizzo, ao diário Grande ABC.

O prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) se mostrou contrário à realização do ato na cidade. "O que é apologia ao vício acho que pessoa ou governo nenhum pode aprovar. Liberdade de expressão a gente aceita, mas não significa que somos a favor. O governo faz campanhas boas de prevenção contra as drogas. Como vamos divulgar uma ideia que concorda com uma coisa ruim e que faz mal à saúde? Não tem como", afirmou o chefe do Executivo.

O descontentamento de Pinheiro não muda o planejamento dos manifestantes. "A Prefeitura não decide nada. No devido tempo iremos elaborar nosso ofício comunicando que a marcha ocorrerá e solicitando a proteção policial", argumentou Rizzo.

A alegação do grupo é que a administração municipal não pode impedir a realização da marcha, já que, em junho de 2011, o STF (Supremo Tribunal Federal) garantiu o direito de cidadãos realizarem manifestações pela descriminalização e legalização de drogas em todo Brasil.

Inicialmente, os ativistas anunciaram que, em 2013, iriam realizar a marcha da maconha novamente em Diadema. No entanto, o plano foi alterado porque o número de pessoas envolvidas na organização sofreu baixas, segundo os manifestantes. "Não desistimos da ideia ainda. Queremos fazer um trabalho de captação e recrutamento para, depois, analisar nossas possibilidades. Nossa meta é fazer a marcha em duas cidades, mas estamos focados em São Caetano primeiro", finalizou Rizzo em declaração ao diário Grande ABC.

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