quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O fracasso da "guerra às drogas" é cada vez mais eminente


Depois de um século de proibicionismo, hipocrisias e milhões de vítimas da “guerra às drogas”, há um sopro de mudança no ar. Aos poucos vamos abandonando um moralismo seletivo que estimula algumas drogas e bane outras. Aos poucos, vamos vendo e entendendo o que é realmente o conceito “droga” e paralelamente a isso vamos aprendendo técnicas melhores para atuar com eficácia neste complexo problema.

Se formos analisar O consumo de ansiolíticos, um fármaco que diminui a ansiedade e a tensão, já supera o consumo de maconha na Espanha. Em Minas Gerais virou ‘moda’. Isso sem falar no enorme e estimulado consumo de bebidas alcoólicas, cujas propagandas podem ser vistas em qualquer canal de TV depois de um certo horário. Se formos comparar principalmente as tragédias causadas pelo álcool na sociedade, seja em acidentes de trânsito ou na violência doméstica, vemos que maconha não é proibida porque faz mal, mas sim por uma série de erros históricos, culturais, além de xenofobismo e racismo.

A ‘demonização’ de algumas outras drogas, e a consequente tentativa de bani-las, é uma história bem contada e documentada nos livros. As razões são sabidas e misturam disputas econômicas, preconceitos culturais e uma enorme dose de fanatismo religioso, para o qual o prazer deve ser proibido numa vida ascética, daí é que vem toda a falácia descrita por aqueles que se intitulam defensores da moral e dos bons costumes.

Fracassada a tentativa de normatizar o prazer individual, de alguns dizerem o que um indivíduo pode ou não fazer consigo mesmo, fracassada fragorosamente a “guerra às drogas”, que só serviu para inchar os presídios, matar centenas de milhares de pessoas e jogar fora trilhões de dólares na tentativa de manter o monopólio da fabricação de drogas com a indústria farmacêutica; e para completar, até hoje não se conseguiu cumprir o que essa falida “guerra às drogas” propõe, que é a diminuição da oferta e da demanda das substâncias entorpecentes.

A questão do uso de drogas, Além de ser uma questão de liberdade individual, de um “crime sem vítima”, só a legalização do fabrico e do comércio evita que mais e mais mortes ocorram. É a ilegalidade que impele o comércio de entorpecentes ao crime, já que um comerciante de substâncias ilícitas não pode, por definição, usar o judiciário e o sistema legal e portanto para fazer valer seu comércio, comete estas atrocidades que vemos por aí.

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