segunda-feira, 18 de março de 2013

Maconha medicinal sofre preconceito também dentro da medicina


O uso da maconha para fins terapêuticos vem sido debatido em vários países mundo afora. Várias nações, já adotam programas de maconha medicinal para que pacientes tenham acesso legalizado à cannabis, perante prescrição médica. Contudo, apesar deste método estar em plena expansão, muitos ainda são contra a utilização da maconha para fins terapêuticos, sendo que existe uma certa desinformação até nas alas mais conservadoras da medicina, que em muitas ocasiões não enxergam com bons olhos o uso da cannabis.

No estado do Colorado, que legalizou no ano passado a maconha também para fins recreacionais, uma pesquisa quis saber a opinião dos médicos sobre a utilização da maconha para fins medicinais, tais como alívio da ansiedade, dor, prevenção de crises epiléticas, aumento do apetite, entre outras utilizações da maconha de forma terapêutica.

O resultado foi negativo para a maconha, já que 46% dos entrevistados afirmaram não suportar os colegas de profissão que receitam maconha para fins medicinais, já que para eles, não existe informação suficiente para a utilização da maconha em tratamentos médicos. Por outro lado, 19% dos entrevistados revelaram ser a favor da utilização da maconha medicinal. Já 35% dos entrevistados disseram que precisariam de mais informação para responder tal pergunta.

O estudo ainda revelou que 95% dos médicos concordaram que para se prescrever o uso da maconha medicinal, o médico deve ter uma relação duradoura com o paciente, para que se analise de perto as doses e a evolução do tratamento do paciente. Muitos dos médicos disseram  que em muitos dos casos, costumam a prescrever maconha apenas quando todas as outras tentativas de tratamento falharam. Muitos destes mesmos profissionais, afirmaram que é preciso apostar em outros métodos de tratamento, dando, por conseguinte, uma nova chance de tratamento aos pacientes.

Quando indagados sobre o que eles notavam sobre a evolução do tratamento dos pacientes que tinham prescrição para o uso da maconha medicinal, vários deles concordaram que muitos destes pacientes tiveram melhoras significativas em seus tratamentos, validando assim a continuação deste método em vários dos pacientes.

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