quarta-feira, 6 de março de 2013

Revista exalta os benefícios da Maconha Medicinal


A maconha medicinal é um tema polêmico pela falta de informação que acerca o assunto, principalmente pelos conservadores e proibicionistas, que não conseguem enxergar as propriedades terapêuticas maconha. Porém, apesar da negação de alguns, a ciência está se incumbindo de mostrar a todos que a Cannabis Sativa é uma planta versátil e que tem propriedades medicinais que atuam contra diversas doenças.

Mais uma prova de que a Maconha Medicinal está crescendo é o fato de várias publicações estarem dando espaço para mostrar os efeitos terapêuticos desta planta, como é o caso da a revista Mente e Cérebro, da Duetto Editorial, decidiu fazer um especial dedicado à polêmica erva, levantando os principais pontos que envolvem a maconha medicinal.

De acordo com a revista Mente e Cérebro, a administração de Cannabis Sativa em pacientes com glaucoma, que pode levar à perda de visão, ajuda a reduzir a pressão ocular. Também auxilia no alívio da dor crônica, combate náuseas e vômitos em pacientes que enfrentam quimioterapia contra o câncer e ajuda a estimular o apetite em pessoas que têm o vírus HIV.

Alguns países já regularizaram seu uso, principalmente com fins terapêuticos. Nos Estados Unidos, o uso medicinal já é permitido em 18 estados e no distrito de Columbia, e mais alguns consideram mudar a legislação. No fim de 2012 os estados de Colorado e Washington legalizaram o porte de pequenas quantidades de maconha (até 28 gramas) e o cultivo para consumo próprio.

No ano passado, o Uruguai anunciou um plano de legalização da maconha, com controle estatal da produção, da distribuição e da venda da planta, além de autorizar o cultivo para uso pessoal. Essas medidas têm o objetivo de combater o narcotráfico na região, diminuir os índices de violência e funcionar como estratégia de redução de danos.

Ainda segundo a publicação, muitos estudos mostram que a maioria das pessoas que utiliza outras drogas ilícitas também já usou maconha. No entanto, a maior parte dos usuários de drogas como cocaína e crack afirma que a primeira substância que experimentou não foi maconha, mas, sim, bebida alcoólica ou cigarro de tabaco, que normalmente é esquecido neste debate.

Para a publicação, 1,5 milhão de pessoas usam Cannabis diariamente. Os dados são do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), divulgado em 2012. Porém, isso não significa que essas pessoas sejam necessariamente dependentes.

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