segunda-feira, 4 de março de 2013

Salvem a Argentina da Guerra às Drogas


A guerra às drogas apoiada e passada pelo mundo pelos Estados Unidos se mostra a cada ano falida, fracassada e principalmente muito violenta. As consequências devastadoras da repressão bélica são sentidas principalmente nas cidades da América do Sul, que servem de rota de distribuição de narcóticos.

A Argentina, por exemplo, vive um dos momentos mais violento em relação ao conflito de repressão às drogas nos últimos anos, principalmente na cidade de Rosário, localizada ao noroeste da capital argentina. 

Com pouco mais de 1 milhão de habitantes, a cidade vem recebendo o apelido de “narco” capital. Este ano, por exemplo, já foram contabilizadas mais de 20 mortes na cidade, sendo que tais óbitos em sua grande maioria foram de pessoas que não tem participação com os carteis, mas acabaram sendo atingidas no fogo-cruzado em disputas de gangues.

Cercada por vários importantes portos, a cidade de Rosário vem sendo uma das principais rotas utilizadas pelo narcotráfico para o transporte de drogas - como maconha e cocaína – vindas das fronteiras da Bolívia e Paraguai e indo para o destino final na Europa.

Com o crescente número de mortos advindo das guerras em Rosário, a Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner culpou a policia provinciana de Santa Fé por não combater as quadrilhas e os narcotraficantes. Por outro lado, o governo oposicionista de Santa Fé, culpa o governo federal de não cercar adequadamente as fronteiras por onde passa as drogas que chegam para alimentar o mercado externo e o mercado interno de drogas da cidade de Rosário.

Como o jogo político e a crescente violência que assola não só Rosário, mas outras cidades, incluindo a capital Buenos Aires, o narcotráfico se organiza cada vez mais e é cada vez mais frequente a participação de adolescentes, que servem de aviãozinho e lucram com o sistema da proibição das drogas. Em média, cada um destes adolescentes chegam a ganhar algo em torno de 350 pesos argentinos por dia, algo que gira em torno de 45 reais e alimenta um círculo vicioso que está aumentando cada vez mais justamente pela manutenção da repressão bélica das drogas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário