quarta-feira, 27 de março de 2013

San Diego avalia instalação de máquinas de vender maconha


As máquinas geralmente usadas para vender refrigerantes, chocolates e salgadinhos podem ganhar uma nova versão em San Diego, na Califórnia: a cidade analisa usar o mesmo equipamento para vender maconha medicinal, algo que já é realidade em outros lugares do estado americano. Em Los Angeles, por exemplo, as máquinas são usadas para este fim desde 2008.

A previsão era de que a Câmara de San Diego se debruçasse sobre o tema ainda esta semana. Até esta terça-feira, não foram divulgados resultados de uma eventual votação sobre o assunto. A proposta de instalação foi levada ao Legislativo pelo prefeito de San Diego, o democrata Bob Filner e deve ter uma definição até a semana que vem.

Ao contrário das máquinas normais, as que vendem maconha medicinal contam com vários recursos para garantir que só pacientes legalmente autorizados a fumar a erva possam usar o equipamento. Para comprar a maconha, o paciente precisa inserir um cartão pré-pago. Depois, a máquina - que custa cerca de US$ 50 mil - lê sua impressão digital. Só depois disso a droga é liberada.

“ Acho que será crucial para que os pacientes consigam o medicamento de forma segura”, disse Eugene Davidovich, defensor do direito ao acesso à maconha, à ABC San Diego.
Curiosamente, Bruce Bedrick, executivo-chefe da Medbox - empresa que vende - se mostrou contra a instalação do equipamento com maconha em locais públicos.

"Talvez um dia a maconha seja socialmente aceitável a ponto de podermos vendê-la apenas pelas máquinas, mas ainda estamos longe disso. Não é isso que nossas máquinas fazem, nem como as vendemos", disse Bedrick em comunicado divulgado pela companhia na semana passada.

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