quinta-feira, 25 de abril de 2013

A legalização da maconha precisa ser olhada com mais carinho


Quando se fala em maconha, não podemos utilizar apenas a vertente recreacional da erva, já que em muitos lugares já se utilizam de suas propriedades medicinais. Nos países em que o uso da maconha para fins medicinais é legalizada, os médicos a recomendam para aliviar os sintomas de diversos distúrbios e doenças crônicas, como AIDS, câncer, TDAH, esclerose múltipla, náusea decorrente da quimioterapia, doença de Crohn, glaucoma, epilepsia, insônia, enxaqueca, artrite e falta de apetite. A maconha medicinal também é indicada para pacientes terminais, como forma de aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida.

Há diversas pesquisas que corroboram seu valor medicinal. Foi comprovado que o THC, o canabinoide presente na maconha, liga-se aos receptores do sistema endocanabinoide do cérebro. Quando isso acontece, há uma redução da dor e da ansiedade, assim como uma sensação de alteração da consciência. Estudos demonstraram que os canabinoides reduzem o crescimento de determinados tipos de tumores cancerígenos.

Embora vários estados americanos tenham autorizado o uso da maconha para fins medicinais, ela ainda é ilegal pela constituição federal, e portanto, as farmácias não tem permissão para fornecê-la. Por esta mesma razão, os médicos escrevem recomendações de uso da maconha, em vez das tradicionais receitas. Pacientes com tais recomendações médicas podem comprar maconha medicinal em um dispensário. Estes clubes de maconha, como também são chamados, oferecem diferentes produtos à base de cannabis, como biscoitos, chocolate, shakes e manteiga.

Os mais conservadores, ainda acham que não só a legalização da maconha medicinal, mas da recreacional, fariam com que aumentasse o número de usuários, o que em suma não tem muita coisa a ver. Muito dos países que tem legislação mais frouxa em relação à maconha não estão entre os que mais consumem a erva.

O Brasil não está entre os países com maiores índices de uso demaconha no mundo. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (II Lenad), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), estes são os países com os maiores índices de consumo de maconha. Os números são de adultos que já usaram pelo menos uma vez na vida a droga. Seguem os dez mais



Canadá: 44% da população adulta do país
Nova Zelândia: 42%
Estados Unidos: 41%
Dinamarca: 37%
Austrália: 33%
França: 31%
Reino Unido: 30%
Itália: 30%
Chile: 24%
Holanda: 23%

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