segunda-feira, 29 de abril de 2013

FHC desmistifica alguns mitos e afirma que Guerra às Drogas falhou


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é uma das personalidades que defendem a descriminalização da maconha, mediante a  observação que a o conceito de Guerra às Drogas é um completo fracasso, por não conseguir impedir a oferta e a demanda, além de tornar o comércio uma fonte de renda ilícita, causando muito mais violência.

“Quando fui Presidente da República, segui o senso comum sobre o tema drogas: investi em repressão, tentei erradicar cultivos e lutei contra o narcotráfico. Não esqueci da prevenção e criei a SENAD,cujo propósito era ensinar e não reprimir. Como tempo, percebi que, apesar dos esforços políticos, recursos investidos e vidas perdidas, a oferta e o consumo de drogas continuavam estáveis ou aumentando no Brasil e no resto do mundo”, afirmou FHC.

O ex-presidente, contou um pouco das suas percepções quando ainda era presidente do Brasil. “Me dei conta de que a política de guerra às drogas não funcionava e havia transformando esse mercado ilegal em um fator de desequilíbrio social e político, principalmente na América Latina. Passei a estudar o assunto. A repressão às drogas, estruturada em torno da Convenção Única de Drogas da ONU, já dura mais de cinco décadas. Um tabu foi criado, alimentando a guerra, estigmatizando usuários e nos colocando na grave situação em que nos encontramos hoje”, explicou Fernando Henrique Cardoso.

O sociólogo, abordou e desmistificou mitos que permanecem na cabeça das pessoas menos informadas sobre o assunto. “A atual classificação de risco adotada pela ONU foi elaborada há 50 anos com base em evidências científicas limitadas. Os mais modernos estudos mostram que a maconha é uma droga que provoca menos danos e dependência do que substâncias lícitas e reguladas como tabaco e álcool. As estatísticas indicam que cerca de 80% das pessoas que usam drogas ilícitas consomem maconha e também revelam que o conceito de que a maconha leva ao consumo de outras drogas é mito: quem induz o usuário a provar entorpecentes mais pesados é o traficante.

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