terça-feira, 7 de maio de 2013

O mercado legal da maconha é totalmente benéfico para a sociedade


O comércio ilegal da maconha gera um mercado negro altamente lucrativo, que serve de base financeira para os grandes narcotraficantes. Com a guerra às drogas, este paradigma aumentou, já que há mais de 40 anos adotando esta política, observa-se que a falência da segurança pública nos estados, já que investe-se milhões para a repressão e não consegue diminuir a oferta e a demanda. Ao contrário disso, o que se nota é um fortalecimento do crime organizado.

Outra solução seria a legalização da maconha, visto que quando tira todo este comércio da ilegalidade, os lucros antes revertidos para o crime, agora passam a ser  investidos nos setores da sociedade. Isto acontece atualmente nos EUA, maior proibicionista do  mundo. Hoje, Já são 18 estados, além do distrito de Columbia, a aprovarem o uso e a produção de maconha para fins medicinais. Colorado e Washington liberaram até o uso recreativo. A regulamentação dão grande impulso à indústria de produção: hoje, entre 2 mil e 4 mil pessoas produzem a erva para o comércio legal.


Comercializada legalmente, a maconha torna-se uma cultura bastante onerosa com altos custos para se começar o negócio, além de ter de atender a padrões legais muito mais rigorosos do que outros produtos agrícolas. No Colorado, por exemplo, os empreendedores têm de instalar câmeras em cada espaço que contenha plantas. O mercado é difícil, mas é bem lucrativo.

Para se ter ideia, uma das fabricantes legal de maconha, a La Conte's Clone Bar & Dispensary, associou-se a outro produtor para dividir custos. Mas só obteve um lucro de 6% frente a sua receita de US$ 4,2 milhões no ano passado, informou o diretor financeiro da empresa, Jeremy Hiedl. Para expandir os negócios, a firma vende tudo relacionado à maconha: de cremes para o corpo a brownies de maconha. Mas ainda assim, diz ele, “a economia da cannabis é bastante difícil”. Porém, mantendo-a legalizada, ele não fará parte de um produto que financia atividades ilícitas.

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