quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Viagem psicodélica de Albert Hofmann, o pai do LSD

pai do LSDEm 1938, Albert Hofmann (11 de janeiro de 1906 - 29 de abril de 2008) trabalhava como químico de pesquisa no laboratório da empresa Sandoz, em Basileia, na Suíça, onde ele começou a estudar as propriedades medicinais das plantas. Ele estava estudando os compostos alcaloides da cravagem do centeio, um fungo que se forma nas plantações de centeio. 

Este fungo venenoso que cresce no centeio tinha sido usado por séculos como um remédio popular para provocar o parto e aliviar dores de cabeça. O médico acreditava que cravagem poderia ser um celeiro de novos medicamentos, e ele começou a sintetizar novos produtos químicos a partir dele. Em 1938, Hofmann sintetizou a 25ª substância química: dietilamida do ácido lisérgico. Ele mostrou pouco efeito em animais de laboratório, algo somente como inquietação, e foi arquivado.

Cinco anos mais tarde, em um palpite - ou um "pressentimento peculiar", como coloca Hofmann - ele fabricou um lote fresco. No processo, ele foi atingido por tonturas. Indo embora para casa, ele "mergulhou em uma condição que parecia embriagues, não desagradável, caracterizada por uma imaginação extremamente estimulada". 

No dia seguinte, Hofmann concluiu que as sensações só poderiam ter sido causadas por exposição acidental a algo em seu laboratório, talvez o LSD. Para ter certeza, o médico cauteloso deu a si mesmo uma quantidade extremamente conservadora da substância - 250 milionésimos de grama. Foi, de fato, o equivalente a uma megadose na mente, ainda mais de um dos mais poderosos compostos conhecidos pelo homem.

Albert Hofmann tomou seu caminho cotidiano de volta para casa, sempre em 'Passeio Ciclístico', quando percebeu que o mundo mudou drasticamente. A menor das doses começou a mostrar padrões vívidos e as cores que ele via nas paisagens mudava de acordo com o caminho que ele percorria.

"Tudo em meu campo de visão oscilava e estava distorcido como se vê em um espelho curvado", disse Albert Hofmann. "Eu tinha a sensação de que eu não podia sair do lugar. Eu estava de bicicleta, andando de bicicleta, mas o tempo parecia estar ainda parado. "Era 1943, e Hofmann estava experimentando a primeira viagem de LSD do mundo.

Enfim, é de fato uma estória maravilhosa, fantástica e que com certeza se refere a uma substância mágica, e única, mas que infelizmente as pessoas do século XX decidiram proibir, e as do século XXI resolveram acatar. Mas esperamos em breve mudanças nas leis, para que estudos modernos sejam feitos com essa obra prima descoberta por um verdadeiro gênio. Gênio este que faleceu aos 102 anos, com plena sanidade e sempre apresentando se aquele senhor boa praça. Em seu aniversário de um século, ele foi homenageado pela mídia e pessoas da ciência, em uma conferência em Basel, na Suíça, o berço do LSD. Ele foi aplaudido de pé e cantaram Happy birthday to you", realmente muito emocionante, e digna recepção de um gênio. Infelizmente isso foi pouco, em minha opinião. Pois ele faleceu 2 anos depois dessa homenagem, e merecia muito mais. Merecia estátuas em todas as universidades de química do mundo. Pois com certeza em alguns anos, quando as drogas forem legalizadas,  o LSD será reconhecido como um milagre da química, e Hofmann terá então, seu merecido reconhecimento. 

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